De olhos fechados
Autor (a): Lavínia Rocha
Editora: D'Plácido
Páginas: 253
Avaliação: 5/5

Sinopse: "Ignorar é a solução" foi o que pensou Cecília quando alguns papéis começaram a surgir no seu quarto, na bolsa e nos seus livros. O que seriam aquelas ameaças e informações sem nexo? Quem estaria mandando? Como se não bastasse, a cada que os lê, uma imagem passa em sua mente. Talvez isso pudesse ser menos estranho se Cecília não fosse cega desde o dia que nasceu.
Para desorganizar ainda mais sua vida, Tiago - o garoto novo da escola - começa a balançar seu coração e a faz com que sinta o que ela jamais sentiu. Sua dificuldade agora é acreditar no que sempre tentou passar às pessoas: ser cego não é sinônimo de limitação e tristeza.
Entre os desafios do dia-a-dia e da adolescência, Cecília se vê envolvida em um mistério que pode afetar sua vida e de todos os belo-horizontinos, e ela não vai descansar até descobrir - e entender - um grande segredo do passado da cidade que os livros de História jamais ousaram contar". 

Oi gente! Tudo bem com vocês? Hoje eu trago mais uma resenha do livro De olhos fechados! É o segundo livro que eu leio da autora e devo admitir que é mais um livro incrível <3 

O livro é narrado em primeira pessoa pela Cecília, uma adolescente de quinze anos que é cega, isso mesmo, nossa protagonista é cega. Por mais que Cecília tenha essa deficiência visual, ela consegue determinar as coisas pelo cheiro e é bem independente. 
Cecília começa a receber alguns papéis bege que ela não sabe como, da onde e quem os manda, com algumas ameaças e algumas pistas a seguir com lugares e frases e braile, porém ela decidi ignorar estes papéis e seguir a vida, por mais que isso acabe despertando curiosidade nela. 

Além disso, Cecília conhece o novato da escola, Thiago, que senta junto com ela na sala de aula e que começa a virar amigo de Ceci e acaba se interessando por ela, como ela também se interessa por ele (ah o amor <3). 


- Tudo bem, agora pode falar. Qual é o problema? - Luna perguntou da porta.
- Eu sou cega. 


Esse livro é autêntico, isso eu posso afirmar. Ele é único, uma leitura fofa e apaixonante, com ideias espetaculares que a autora abordou. Primeiramente, a personagem principal do livro é cega e esse é o ponto que deixa o leitor maravilhado por ser difícil encontrar um protagonista cego (este é o primeiro livro que leio com a protagonista cega!). 

No início do livro, mesmo tendo a presença dos papéis bege o livro inteiro, pensei que seria uma trama mais no estilo de extraordinário, aquele livro que mostra o cotidiano de uma pessoa cega (no caso do August, uma deformidade facial), que mostra como é difícil viver daquele jeito, como as pessoas sentem pena e coisas relacionada a isso, mas apesar de abordar um pouco disso, tem mistério e suspense no livro relacionados aos papéis bege. Realmente, no início do livro, vemos o cotidiano de Cecília que mora com seu pai e sua irmã Luna, sobre suas amizades na escola e sua melhor amiga Bianca e quando ela conhece Thiago. Mas depois disso, mostra ela desvendando o mistério dos papéis bege e por que eles estão aparecendo pra ela, então é uma mistura interessante de gêneros, romance, suspense, drama...

Em relação ao Thiago, que personagem! Please exista! Thiago é persistente em demostrar o quanto gosta de Cecília, mas ela não quer admitir que ele gosta dela e que ela sente o mesmo só por ser cega, Ceci não consegue acreditar que um menino como Thiago realmente goste dela. Mas Thiago é persistente em demostrar tudo o que sente e conquistar Cecília. 

Aliás, todos os personagens são extremamente cativantes. Luna, a irmã de Ceci é um doce, Bianca, sua melhor amiga é aquele tipo de amiga que nós queremos levar para a vida! O pai de Cecília também é maravilhoso e é legal colocar esse assunto onde o pai cuida das filhas sem a mãe, faz o papel de mãe também. Thiago, claro, é o personagem que faz nos faz apaixonarmos por ele, trata Cecília igual trata as outras pessoas e isso foi o que despertou uma alegria em Cecília e um prazer de estar em sua companhia. E é claro, Cecília! É uma personagem incrível, que se mostra super independente por mais que seja cega, dedicada, carinhosa, leitora e corajosa!!

Este livro é incrível por abordar tantos assuntos reais e também mistérios que prendem o leitor! <3 

Espero que tenham gostado da resenha de hoje! Beijos e até o próximo post!

Paula Nunes. 

Procurando Dory
Data de lançamento: 30 de junho de 2016 (1h 37min)
Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Elenco: Marília Gabriela, Ellen DeGeneres, Albert Brooks mais
Gênero: Animação, Comédia
Avaliação: 5/5

Sinopse: "Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos".

Oi gente! Tudo bem com vocês? A resenha de filme de hoje é: Procurando Dory! A sequência de um dos filmes mais queridos da Pixar: Procurando Nemo <3 

O filme inicia com um flash back de Dory pequeninha, juntamente com seus pais que estão tentando ajudar Dory a lidar com sua perda de memória recente.
O filme se baseia em como Dory se perdeu da sua família e aonde eles estão. Quando Dory vai ajudar o Tio Raia nas aulas com as crianças, é arrastada por uma correnteza que lhe faz lembrar de memórias com sua família relacionadas a correnteza. 

Dory acaba lembrando de seus pais e onde ela morava com eles, e embarca em mais uma jornada juntamente com Marlin e Nemo para reencontrar seus pais depois de tanto tempo sem vê-los. 

Nessa jornada, Dory reencontra amigos que é claro, não lembrava ter e também descobre sua origem, além de fazer novas amizades como o Polvo Hank, que é um novo personagem (óbvio) no filme e que se mostrar carrancudo e impaciente no início do filme, mas depois se mostra um grande amigo de Dory.


Procurando o Nemo é uma das minhas animações preferidas e eu fiquei muito ansiosa ao descobrir que iria ter uma continuação com a Dory, mas nem imaginava o que viria e realmente me surpreendi e amei ainda mais!

Dory bebê é um amor! Sobre eu querer apertar e não largar mais? 

Os novos personagens na animação são cativantes, fofos e maravilhosos. O desenho nos remete coisas boas e nos faz querer estar sempre com a família, como mostra no primeiro, Marlin com saudades de Nemo, neste mostra Dory relembrando da família e sentindo uma saudade enorme dos momentos maravilhosos em que estava com seus pais. 



No primeiro filme, vemos um pai extremamente protetor procurando seu filho, atravessando o oceano em sua busca, e nesse é o oposto, Dory é quem busca pelos pais, mas é claro que mesmo lembrando onde eles estavam, Dory tem de enfrentar dificuldades pelo caminho, mas assim vai descobrindo coisas novas e da onde realmente veio. 

O filme é maravilhoso, cativante e fofo demais! É aquela animação pra se ver agarradinho com sua família no sofá da sala, com uma coberta bem quente e um balde cheio de pipoca! 

Bom gente, essa foi a resenha de filme de hoje!!! Espero que tenham gostado do post de hoje, até o próximo post!

Paula Nunes.

A rainha de Teraling
Autora: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Avaliação: 5/5


Sinopse: "Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia."

Oi gente! Tudo bem com vocês?
O livro A Rainha de Tearling apresenta uma história medieval, onde a monarquia ainda predominava e que ocorriam muitas guerras por disputa de terras e reinos.
O livro nos apresenta Kelsea, a princesa herdeira do reino de Tearling, que até seus dezenove anos foi mantida escondida com pais adotivos em um chalé, por decisão de sua mãe, Rainha Elyssa, para que fosse educada e treinada pois precisava se tornar uma grande rainha.

Quando a Guarda da Rainha aparece no chalé onde viveu por dezenove anos para buscá-la, ela dá adeus aos seus pais adotivos e ruma, junto a guarda, para uma nova vida na Fortaleza. Mas Kelsea não imaginava que encontraria tantos inimigos querendo matá-la e tantas coisas que ainda não sabe sobre si mesma.
Kelsea se mostra ser destemida, corajosa, leal e bondosa com todos. Se surpreende ao ver seu povo na mais miserável vida e decidi por fim a esse sofrimento ao povo e se torna querida por todos antes mesmo de se sentar ao trono que se encontra ocupado por seu tio que vive luxuosamente sem se importar com o povo e só consigo mesmo.

Como se não fosse inimigos suficientes, A Rainha Vermelha, rainha do reino de Mortmesne também quer Kelsea morta, mas a rainha vermelha é uma vilã inteligente, audaciosa e que calcula como pode invadir Tearling e matar Kelsea para se livrar da princesa que todos a chamam de Rainha Verdadeira.
Vamos descobrindo magia no decorrer do livro vinda da rainha vermelha e das safiras que Kelsea carrega consigo para mostrar ser de fato a rainha de Tearling.




 Não há nenhum romance na trama, ocorre um "gostar" de Kelsea e Fetch, mas não aparece realmente se era recíproco da parte dele. O livro gira em torno de grandes rainhas e isso foi um ponto que eu achei interessante por não abordar reis que geralmente tem em livros medievais.

Os personagens são extremamente cativantes. Começando por Kelsea, ela mostra dês do início do livro ser uma pessoa corajosa, inteligente, bondosa, leal que daria sua vida pelo povo. Sua mãe, A rainha Elyssa que morrerá a alguns anos antes era vaidosa, se preocupava demais com a beleza deixando coisas realmente importantes de lado e Kelsea é o contrário da mãe, em relação a aparência, Kelsea não se considera bonita, se considera comum e predomina sempre o que vem de dentro, o caráter. Os guardas da rainha, no início do livro, devo confessar que não estava gostando de nenhum! Mas no decorrer do livro acabei gostando de todos, o mundo realmente dá voltas. Clava foi o meu preferido. Ele parecia carrancudo, enigmático e misterioso, mas se mostra fiel a Kelsea, corajoso, com habilidades fora do comum e muito leal a rainha.
Fetch, o pai dos ladrões realmente foi uma surpresa para mim, foi algo diferenciado dos livros, uma rainha gostar de um ladrão. Pareceu ser recíproco até certa parte, mas é duvidoso, pois Fetch é misterioso, não revela sentimentos, é um ladrão procurado pelo reino inteiro e que não sente dó nem piedade na hora de cometer suas crueldades.

É um livro maravilhoso, com uma narrativa clara, objetiva e uma narrativa coloquial encantadora. A autora envolve o leitor no livro, fazendo ler muito do livro todos os dias e nem percebemos quando o livro acaba de tão envolvente e quando acaba é uma sensação de: Porque eu não li mais devagar?
Confesso que fiquei confusa em relação de ser o passado, já que a era medieval já se foi, ou se é um futuro no qual as coisas relacionadas a tecnologia já aconteceram, mas se perderam em um oceano e novamente voltou essa era da fala coloquial, vestidos compridos e a monarquia.
A capa é linda, mas a impressão contém letras pequenas que dificultam na hora da leitura, mas você vai se acostumando e nem percebe depois o tamanho da fonte.

É um livro que não deixa o leitor cansado de coisas repetidas justamente por que tudo dentro da trama é uma surpresa e é aquele típico livro que faz você pedir só mais um capítulo.

A resenha original se encontra no blog Intuição Literária  em parceria com a editora Suma de Letras :) 

Paula Nunes.


 Pode parecer extremamente dramático, mas hoje escrevo de preto porque estou triste.
Gosto de escrever coisas boas e engraçadas, mas hoje estou triste demais para desenvolver qualquer criatividade para criar coisas boas e engraçadas.
Estou triste com a realidade. De acordar do sonho em que o mundo é perfeito e me deparar com o oposto. De achar que viver é acompanhar os passos de alguém que na verdade eu não quero ser. De achar natural alguém mencionar um tiroteio na sua cidade porque aquilo já virou rotina.
Às vezes choro sem saber porque choro e mesmo sem saber gostaria de um abraço e me deixa triste saber que ninguém pode vir me dar um abraço ou algumas palavras de conforto.
Me sinto triste de saber que as pessoas se sentem tristes por não possuir os padrões estéticos impostos por algum idiota que viveu há séculos, mas acabou por deixar o seu legado de beleza perfeita.
É triste saber que as pessoas mentem ao dizerem que estão felizes com suas vidas e que nunca quiseram da forma que vai seguindo e é mais triste ainda saber que existe mais guerra do que paz, que você não pode ser quem quer ser porque não será aceito nessa sociedade considerada perfeita, mas para ser sincera essa sociedade é a coisa mais imperfeita que existe.
Fico triste por pensarem que depressivos, suicidas e tímidos na verdade querem apenas chamar a atenção.
Fico triste por existir uma sociedade racista, machista e por existir homofobia e ninguém impor nada contra isso. Fico mais triste por saber que isto me deixa triste e sou covarde por não fazer nada a respeito.
Enfim, pra finalizar este texto escrito de preto, estou triste com esta porcaria de mundo.



 Oi gente! Tudo bem com vocês? Bom, hoje eu praticamente voltei com aquele quadro (que postei só uma vez hehe) de textos que eu escrevo e gostaria de compartilhar com vocês! Escrevi esse na verdade para um livro que eu vou conseguir terminar de escrever sem desistir no meio do caminho! Na minha opinião, não gostei muito do texto, mas decidi compartilhar com vocês e ver o que vocês acham e no que eu posso melhorar! Super beijos!

Paula.

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